O 38º livro da MOJO Books – Ocean Rain, do Echo & The Bunnymen -, foi recontado por Tatiana Pereira. Na obra, fica uma grande pergunta: os opostos se atraem? Nas páginas que perfazem o livro, encontros e desencontros marcam a vida de vizinhos que se conhecem apenas pelos ecos do condomínio, por pequenos ruídos musicais que vazam pelas frias paredes. Assim, Sophia e Marcelo nunca se viram, mas descobrem que podem ter muito em comum.
Neste clima, a autora reconta o disco do Echo de maneira tocante e, por que não, uma recriação de um cotidiano possível.
Mas enfim, quem seria Tatiana Pereira?
Tatiana Pereira tem 29 anos e é Farmacêutica Bioquímica há quase cinco anos. Há pouco mais de um ano escreve no blog De Analgésicos & Opióides. É apaixonada por literatura pop, por Clarice Lispector e Fernando Pessoa, por muitas vezes pensou ter dividido uma mesa de bar com um dos heterônimos de Pessoa, mas não costuma falar sobre isso porque não a entenderiam. Cresceu ouvindo Elvis Prestley e seu pai a fez acreditar que ele era algo semelhante a Deus. Na adolescência começou a provocá-lo ouvindo Beatles e depois viveu em turbilhão ao som de Echo & The Bunnymen, e daí por diante tem sido uma compilação de canções que falam por ela. Deve ter plantado uma árvore quando criança, mas deve plantar outra para lembrar. Tem um livro de poemas engavetado e um romance inacabado. Pretende ter filhos que irão ao jardim de infância de moicano e que usarão bottons dos Smiths em suas mochilas.
Entrevista com a autora:
Por que você escolheu esse disco?
Se eu fosse crítica musical, diria que Ocean Rain é o melhor álbum da década de 80. Diria que os arranjos são perfeitos e as letras poéticas o suficiente para resumir o bom e velho rock’n'roll em um grande concerto de metáforas ritmadas. Mas como sou apenas uma colecionadora de sentimentos, Ocean Rain é o álbum que me faz sorrir sem ter de lembrar de história alguma. Ocean Rain explica, por si só, porque sou apaixonada por música – mas confesso que já emprestei algumas faixas para as minhas historinhas!
Como foi o processo de transformar música em literatura?
Ao invés de você entrar no estúdio e dar uma nova versão de uma música, você vai lá e empresta uma nova inspiração.
Com qual canção do álbum você diria para o leitor iniciar seu conto?
“Ocean Rain”. Para terminar, “Ocean Rain” de novo!
Para ler outros trabalhos de Tatiana Pereira, visite http://www.deanalgesicoseopioides.blogspot.com/