
Sabe aquela música que você ouve um pedacinho num comecial de TV ou quando passa na frente de uma loja… pode ser uma música podre, chata, insossa, ducaralho, mas sempre com uma qualidade indiscutível: pegajosa? Aí você canta, assovia, batuca a tal musiquinha o tempo todo, sem parar. Fica de saco cheio, tenta esquecer, partir para os braços de outras músicas, desbravar novos ritmos. Mas é impossível. Às vezes ela vai embora por alguns minutos (com sorte, por dias) mas depois volta e fica com você mais um tempão. Happy Mondays sempre foi uma das minhas banda preferidas, mas já faz uns seis meses que não consigo ficar sem cantarolar, ouvir ou baixar discografias, mesh-ups, spin-offs como Black Grape e Gorillaz e o escambau.
Claro, tem zilhões de entrevistas chapadas com Shaun Ryder (o vocalista) e o “dançarino” Bez pelos canais de TV da Inglaterra; várias menções à banda em filmes e documentários irretocáveis como “24 hour party people” ou “From Joy Division to Happy Mondays” (BBC). Hoje, apesar de Ryder sequer conseguir falar ou cantar direito, o Happy Mondays continua influenciando o pop e a dance music.
Cérebros fritos devido ao consumo obrigatório como embaixadores das novas drogas da cena eletrônica – ecstasy, ghb, special K -, das clássicas – cocaína, lsd, heroína – e das tosqueiras – crack e cachaça, os Mondays marcaram época. Ouçam abaixo esta pérola do pop de Manchester, colagem insana de Bee Gees com referências de Motown. Dividam comigo esta maldição, façamos côro no chuveiro… “Why should I run when I can fly? HA HA HA HAHAHAHA Staying aláááááive!”
“Staying alive” – Happy Mondays