
De todos os países da América Latina, não há a menor dúvida que o México é o que mais se assemelha ao Brasil. Mas a frase tão perto, tão longe cabe sempre muito bem quando aplicado aos conhecimentos brasileiros sobre os mexicanos (e a recíproca, não é verdade, acredite).
Justiça seja feita, no pop rock mexicano, algumas bandas são relativamente conhecidas aqui no Brasil, em especial o Café Tacuba e o Molotov, com álbuns lançados por aqui e uma legião de fãs espalhados. Mas, de modo geral, esta faceta dos mexicanos fica escondida sob a égide dos mariacchis e toda a sorte de estereótipo possíveis e imagináveis.
A verdade é que o pop rock mexicano é de uma riqueza ímpar. Do rap alternativo do Control Machete ao popizinho bossa-nova de Natalia LaFourcade, a música mexicana guarda preciosidades para se escolher. A idéia aqui é passar algumas dicas de bandas que você pode procurar e, com certeza, várias delas não sairão mais de sua seleção.
Maldita Vecindad: uma das mais importantes bandas de rock mexicana, com quase vinte anos de carreira. Rock, ska e música folclórica são partes das misturas que eles produzem.
Café Tacuba: Talvez a mais famosa e importe banda mexicana. Um pouco mais pop que o Maldita Vecinidad, já abiscoitaram inúmeros Grammys e prêmios da MTV. Ingrata é uma de suas principais canções.
Molotov: O rap-metal irônico, escrachado e ativista de três mexicanos e um gringo (o norte-americano Randy Elbright). O Molotov é uma das bandas prediletas da molecada mexicana, por conta de suas letras sexistas e politicamente explosivas, numa mistura de rap e metal.
Moenia: Existe techno-pop no México? Sim, existe e muito bem feito. O trio mostra um vigor eletrônico raro na atualidade.
Morbo: Ex-integrante do Moenia, Morbo segue a mesma linha de sua antiga banda. Ensañame, seu principal hit, não deixa nada a dever para qualquer banda dos anos 80.
Fobia: Criado em 1990, o grupo faz um rock básico, ao estilo que muitas bandas brasileiras já tentaram.
Televisión Kamikaze: Grunge mexicano. Quem ainda está órfão do gênero pode apostar no som da banda.
Dildo: Puro rock n’ roll e lasciva.
Azul Violeta: Soul, funk, suíngue. Ritmo puro.
Vaquero: Antigamente conhecida como Zurdok, a banda apresenta seu pop-rock, como a música Abre los Ojos, sempre como uma das campeãs das paradas mexicanas.
Lost Acapulco: O nome quase define tudo. Surf music de primeira linha.
La Barranca: Outra banda que faz o mesmo estilo de som dos chilenos do La Ley. Simples e palatável.
El Haragán y Cía.: Uma das bandas do momento mexicano. Él no lo mato e Muñequita sintética mostram a mistura de rock, ska, reggae e hip-hop. Vale prestar atenção.
Kinky: Já esteve até aqui no Brasil no Tim Festival 2004. Música eletrônica, misturas mexicanos, rock de brechó. Uma das melhores bandas da nova safra.
Moderatto: Rock urbano poser, quase glam. Solos de guitarra supersônicos, volume ensurdecedor, maquiagem carregada, luzes, purpurina.
Santa Sabina: Rock alternativo e gótico. Por incrível que pareça, é assim que se define o Santa Sabina. Muito mais próximo ao rock, os góticos mexicanos adotaram a banda cuja vocalista é Rita Guerrero, ex-atriz. Cheio de atmosfera, guitarras, teclados e a impressionante voz de Guerrero, o Santa Sabina é uma espécie de agregadora de bandas, que citam a todo o momento as influências deixadas pelo grupo.
Ill Niño: Heavy-metal mexicano, no melhor estilo feito durante a década de 80.
Julieta Venegas: Venegas floresceu. Durante anos malhou em várias bandas, sempre com sucesso paralelos, relegada ao esquecimento. Resolveu então apostar suas próprias fichas, lançou um álbum solo flertando com o estilo de Avril Lavigne. Resultado? Vendas recordes, canções populares e muitos prêmios.
Natalia LaFourcade: Com apenas dezenove anos, a garota foi uma avalanche no cenário musical mexicano. Seu álbum homônimo de estréia, de 2003, vendeu horrores. Foi aclamada a nova revelação da música pop mexicano, com suas canções soft-bossa. Agora, a garota prepara o retorno em uma banda intitulada Natalia Y Las Forquetina. Muito rock a vista.
Muito provavelmente várias bandas ficaram de fora, algumas por falta de lembrança, outras por desconhecimento. Natural, afinal estou apenas fazendo um minúsculo levantamento do pop e rock mexicano, partindo de muitas consideradas “famosas” para chegar a outras desconhecidas. Os grupos citados aqui são apenas referenciais, uma amostra da qualidade da música pop do México. Pode procurar, pode ouvir. Vale muito.
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