Um jovem não sabe para que lado vai. Hesita entre a direita e a esquerda, move-se desconcertado entre os que querem a guerra e os que não querem matar os amigos. Sem saber o que fazer, pega seu rifle e destrói seus miolos. É neste clima que Radio Guerrilha – Rock e Resistência em Belgrado (Editora Barracuda), de Matthew Collin, conta a intrépida história da rádio sérvia B92, formada por um corajoso grupo de jovens que travou uma batalha de dez anos pela liberdade e manteve viva a voz da dissidência ao regime de Slobodan Milosevic.
Rádio Guerrilha é mais do que um libelo à liberdade, como, numa rápida leitura de contra-capa, poderia parecer. Trata-se de uma história capitaneada por idealistas, que desejavam construir um país tangível, razoável, que desse espaço às vozes dissonantes e onde houvesse opção. Ali, então, a B92 construi através de uma programação com o rock, o tecno e o rap como uma poderosa ferramenta de resisência, em especial contra o chamado turbo folk, estilo musical sérvio que pregava um nacionalismo latente e terrorista.
Continue lendo
[ad]