
Monaural, ou Mono, é o sistema de gravação e reprodução do som em que não é possÃvel perceber as diferentes posições das fontes sonoras, ou seja, todo o som é transmitido por meio de um único canal, também chamado de monofônico.
Em tempos de pós-utopia, usando o termo afrescalhado, o chamado filtro cultural parece se padronizar cada vez mais, criando assim referências únicas sendo replicadas a exaustão por diversas bandas ao redor do mundo, numa espécie de monaural musical. A questão é tão séria que o respeitado jornal britânico The Independent deu ao assunto a capa de seu caderno cultural algumas semanas atrás.
Indo um pouco além, nessa era de comunicação digital, cada vez mais o papel do “álbum”, com seu formato conhecido desde a década de 60, fica cada vez mais irrelevante. Com o cenário musical se dirigindo cada vez mais para o formato em looping do “one hit wonder” (usando a expressão aqui sem demérito algum). Porém, para isso acontecer, faltam os famosos “cojones” para alguma banda grande - o Radiohead quebrou o paradigma lançando seu álbum na internet, mas ninguém ainda desistiu do conceito ‘disco’ para investir em apenas singles e EPs, o que poderia dar à s bandas uma flexibilidade de lançamento durante um ano todo, músicas novas sempre.
É importante pontuar tudo isso para falar do O power-trio paulistanos Monaural formado por Ayuso (guitarra), Gualter (baixo) & Herik (bateria), com já cinco anos de estrada, com uma demo e um EP na carreira. Como o próprio nome da banda já conta, o lance deles é fazer o filtro. E como se pede no mundo de hoje para uma banda ainda não muito conhecida, um single dá a agilidade que precisam. Agora resta saber se vão ter o outro elemento que falta nesta equação: o apoio hype.




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