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Belchior e 50 anos de Bossa Nova
Categories: Avisos

A MOJO investe na MPB. Esta semana, em books, destaque para Alucinação, de Belchior, recontado por Henrique Marques-Samyn. A história é uma jornada de um lugar para outro pode estar repleta de poesia.

LEIA UM TRECHO DO LIVRO
Chegou ao casebre às seis, como haviam combinado. Ali na subida do morro parou diante do portão, bateu palmas três vezes; pouco depois ele desceu, sorridente abriu a porta, “então é você o repórter”, trocaram algumas palavras e foram até o bar na esquina, “aqui, eu penso melhor, pinga da boa, mexe as idéias”. O outro pegou o gravador.

Seguiram pela calçada, aqui o repórter, ao lado o mulato, cujos passos frágeis e trôpegos se deviam, talvez, à idade, embora em seu hálito fosse inconfundível o odor de cerveja da mais vagabunda. Era, esse, o mesmo repórter – o mesmo que, alguns dias antes, visitara a favela, não essa, mas outra, e ouvira as lágrimas da velha senhora. Não chegara a conhecê-lo, não sabia de quem falavam, esse mulato, aquela senhora; mas parecia um homem grande, sem dúvida um homem de grande futuro; grande, no entanto, perdido futuro.

Já em singles, duas novidades em homenagem aos 50 anos de Bossa Nova:

De um lado, Katrina reconta Luiza, de Tom Jobim:
LEIA UM TRECHO
Ele havia se mudado de escola e planejava em breve cursar uma faculdade de Direito como seu pai e entre tantos planos, o principal era esquecer Luiza. Não tardou para se acostumar com seus novos colegas de escola e com a idéia de ser advogado, mas o que nunca conseguia concretizar era passar um dia sem se lembrar dela. Luiza ainda mantinha contato com ele e sempre o convidava para algo enquanto ele sempre recusava todos os convites dela com a desculpa que precisava estudar. E isso aos poucos foi os afastando.

De outro, Reges Schwaab reconta Diz que fui por aí, de Fernanda Takai, que regravou de Nara Leão

LEIA UM TRECHO:
E andou com a graça que o amor lhe deu. Realidade em poesia. Enxugou o suor, parado em frente à casa. “Seja meu”. Primeiro beijo. E aqueceu; “Todo o mundo”. Ponteiros nortearam para sul e para cima. Segundo beijo. E ardeu. Portas abertas. “Que vejam”. E. “Use só sinceridade agora”.

Imperdível.

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2 Comments to “Belchior e 50 anos de Bossa Nova”

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