Se o consumismo não fosse tão forte, se não existissem paradas do sucesso, jabaculés e afins, se o que importasse no mundo fosse o simples prazer pelo prazer (e não por modismos, vícios ou enganos), Josh Rouse seria um cara muito mais reconhecido. O músico norte-americano, após um auto-exílio na Espanha, prepara sua volta aos Estados Unidos enquanto coloca na web e nas lojas discos cujo cerne é a simplicidade das boas canções.
Em São Paulo, Josh tocou para uma platéia animada que não esgotou os ingressos do teatro do Sesc Vila Mariana (era possível comprar na porta minutos antes do show), mas que conhecia – e bem – o repertório do show, mesmo com seus últimos álbuns inéditos no Brasil. “Vocês compraram pela internet, não é mesmo?”, brincou o músico em certo momento da apresentação, concentrada em material de seus últimos quatro álbuns (”1972″, “Nashville”, “Subtitulo” e “Country Mouse, City House”).
O bonito “Subtitulo” (2006), primeiro álbum gravado por Josh na Espanha, foi responsável por abrir a noite com as encantadoras “His Majesty Rides”, “It Looks Like Love” e “Summertime”, em versões superiores ao álbum (mesmo com o cantor esquecendo um trecho da letra da última). Do álbum ainda marcaram presença “Givin’ It Up” e a belíssima “Quiet Town”.
Seu disco mais recente, “Country Mouse, City House” (2007), foi representado apenas por três canções: a fofa “Sweetie”, a jazzy “Pilgrim” e o rock “Hollywood Bass Player”, em versão urgente. Vestido de jeans, tênis e blazer e alternando-se entre a guitarra acústica e o violão, Josh confessou paixão pela música brasileira, mesmo sem entender a língua: “Como vocês devem ter lido nos jornais, sou fã de música brasileira. Não entendo o que eles dizem, mas tudo soa tão bem. Não é isso o que importa?”.




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