
Ah, como é bom ver um clássico na MOJO. Falem o que quiserem, mas este disco do Guns foi fundamental para varrer para debaixo do tapete, no inÃcio da década de 90, aquele poperô pegajoso que infestava tudo e todos. Sem este disco, provavelmente a cena de Seattle não passaria de um estalinho fechado para alguns e não o fenômeno mundial que foi. Por isso, a tarefa de Paulo Aguiar, ao se debruçar sobre o disco e criar um MOJO é crucial. Leiam, vocês vão entender.
LEIA UM TRECHO DO LIVRO:
Ela pensou nele o dia todo. Pensou no que tinha feito da sua vida. Tinha saÃdo de casa cedo. Fugia da miséria de carinho que assolava sua famÃlia. Fugia do futuro provável e programado que a esperava. Deixava para trás um pai surdo, que nunca ouviu seus gritos em busca de atenção porque geralmente estava ocupado em reuniões ou decisões importantes no trabalho. Deixava para trás uma mãe cega, que não viu a filha crescer porque estava no salão de beleza ou fazendo compras com as amigas. Era filha única, não tinha mais do que sentir falta. Nunca olhou para trás. Partida sem adeus, sem ganhador. Empate técnico. Aos treze anos Michele cresceu.




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