
Sim, sim. Absolution, do Muse, recontado por Pedro Viera está na MOJO.
LEIA UM TRECHO:
Mateus não sabia o que dizer. Primeiro, porque não acreditava em Deus. Não era sua culpa. Ele desconfia que nascera assim. Nunca tivera amigos imaginários e achava bem pouco provável que fosse aceitar um super-amigão imaginário que amasse todo mundo o tempo todo. Porra, haja Prozac, cara. Mas o pai colocava a culpa nos livros. “Livros demais deixam qualquer pobre coitado cheio de dúvidas, você tem medo de ficar ignorante? Conheço um monte de gente que nunca abriu um livro na vida e é muito mais feliz do que você, filho.” Porra, dá pra argumentar com alguém assim?
Outra coisa, Mateus não gostava daquilo. Todas aquelas pessoas olhavam pro pai como se ele fosse o Cara. O homem com todas as respostas. O mestre Yoda com uma prótese dentária de cinco mil reais e aplicações anuais de Botox. E o que aquele mestre Yoda fazia? Ao invés de ensinar os seus crédulos jedis a levantar a porra da x-wing do lamaçal, ele pedia o seu dízimo e dizia pra eles deixarem a nave lá, pois o amigão imaginário ia levantar por eles. Eventualmente.
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