
Nos momentos finais de sua vida, o Piloto mal conseguia respirar, o ar sendo drenado lentamente de sua cabine. Todas as luzes apagadas, restava apenas o céu azul e limpo do outro lado do vidro, um círculo perfeito desenhado eletronicamente na escuridão. Os visores do robô já não funcionavam, a imagem do céu não era mais que um papel de parede, um papel de parede de emergência, projetado por cientistas para que ajudasse a guiar a alma do piloto moribundo rumo a qualquer paraíso que ele acreditasse existir. Havia o som enfraquecido de sua respiração e logo haveria apenas silêncio.
Wilson Costa recontou aqui.