
Ele foi. Continuei sentada, coloquei um cigarro na boca e, antes que pudesse acendê-lo, outra visão tomou minha atenção. O coração disparou. Fiquei ofegante, vermelha. Cenas vieram a minha cabeça como bombardeios. Era alguém que ainda não estava preparada para ver de novo, passando pela porta a poucos metros da minha tremedeira. Ele parecia um pouco mais magro e ainda cultivava na cara barba e bigode, além de uns fios de cabelos brancos espalhados pela cabeça. Estava o mesmo afinal. Uma voz na minha mente disse que teria que ser forte, ele tinha ido embora há alguns meses e não nos falávamos mais. Tentei me concentrar e pensar em como faria pra sair dali.
Dayze Vieira recontou “So cruel”, do U2 aqui.