
Sua aparência parecia ter sido feita para mim. Tudo me agradava nela: o jeito descompromissado intencionalmente que se vestia. Tinha uma certa elegância, mas sem chamar demais a atenção. Não usava maquiagem e nem precisava. Sua brancura evocava a pureza da carne da maçã, que contrastava com a suculência do vermelho irresistível de sua boca. Era o casamento do angelical e do profano, da virtude e da corrupção. Tinha ainda uma ligeira e quase invisível olheira, que lhe garantia a humanidade. Só podia ser ela!
David Bowie na MOJO, outra vez. Aqui