
Era um excelente jogador de pôquer. Era não: sou. Às vezes vejo aquele mesmo quadro. O imenso quadro de borboletas negras. Então uma explosão transforma meu blues no mais pesado e visceral rock and roll. Algumas rodas estão enferrujadas. O uísque as resgata – sou o velho mamute dos bosques urbanos. Não há banho matinal. Há guitarra, baixo e bateria. Meu desjejum: bater cabeça. A imaginação não descansa sem Chuck Berry, MC5 – e eis que emerge , revelada sob a eterna lâmpada do caos – mulher, ah, mulher, mulheres.
Mário Mariones soltou o verbo. Aqui.