
O buraco era a noia de um “qualquer”. Recinto do diabo, lar dos endiabrados. Sentiu o aroma do proibido, o cheiro do errado, pediu um chá de maça. A velha desdentada sorriu para o rapaz, revelando a ausência de branco em seus podres dentes que restavam. O rapaz mostrou lhe a língua e se acomodou molhado no banco do balcão. No banco ao lado, o espantalho cor verde musgo vomitava palavras incompreensíveis no tom mais baixo que podia, enquanto segurava o que restara de um belo corvo “nevermore”.
Cristiano Cruz recontou. Leia aqui.