
Não havia nem pequenas notas com meu nome em jornais. Como um velho que perde um triunfo, que talvez nunca tivesse, de fato, ganhado. Me senti personagem de minhas próprias palavras. Meus dramas nasceram em minha mente, morreram no papel e sobreviveram naqueles em que correm seus olhos sobre elas. A história passional se transformava em minha vida. Chorei pela falta de seu amor como um personagem que escrevi. Mas ao contrário dele, onde eu era o mestre de suas palavras, nada posso fazer contra as suas. Minhas confissões em oratório soavam parecidas demais com aquilo que escrevi. Construí minhas palavras e deixei de lado as ações que moviam minha vida. Deixei que ela se espalhasse pelo vento, como palha, como palavras.
Thiago Augusto Corrêa recontou. Leia aqui.