
Percebemos que as horas passaram quando a conversa é cortada pela porta de aço sendo abaixada. Há pouca gente no bar prestes a fechar. Percebemos o quanto bebemos quando a calçada parece distante dos pés. Nenhum de nós diz em voz alta, mas preferimos ir a pé. Ao reconhecer o caminho de sua casa, chego a ouvir a voz de Van Morrison. Ela adivinha meus pensamentos.
— Andar com alguém é que nem dançar. Cada um começa no seu passo, mas depois de um tempo os dois encontram um ritmo comum. É um dos melhores jeitos de se conhecer uma pessoa; é quase íntimo. Mas ninguém mais anda. Todo mundo corre pra chegar a um lugar – e não necessariamente onde quer estar.
Daniel Furuno investiu em Van Morrison. Leia.