MOJO #00021

BRAD MEHLDAU
PARANOID ANDROID LIVE
LANÇAMENTO: 28/06/2008
Avaliação:

Mixwit




Havia escrito em seu blog que tudo fosse para o inferno. O dia seria punk, mas em compensação naquela noite iria assistir ao show de sua banda preferida. No balcão do bar pediu bloody mary e um chopp black, olhou para a pista e viu várias meninas que lhe chamaram a atenção, e voltou o olhar para o bar.

Resolveu então apenas mexer o corpo e beber, mas a menina na pista lhe despertou interesse. Ela estava com um vestido preto, não muito decotado, mas que deixava ilustrar com pensamentos impublicáveis. Ele criou coragem e se aproximou, falou algo em seu ouvido que a fez sorrir, ela acenou que não com a cabeça e desta vez ele sorriu. Perguntou se ela aceitava uma bebida.

Depois do show, ela perguntou se ele tinha como voltar para casa, ainda era 3h30, ele disse que não e a convidou para continuarem bebendo um pouco mais, ela disse que aceitava.

Saíram sem direção, até que ela perguntou se ele gostaria de ir ao apartamento dela, disse que morava sozinha. No apartamento algo de novo cativava seu olhar, ele observava tudo, dos quadros na parede à cesta de balas próximo a cama dela.

Ela morava sozinha, ele adorou isso. Enquanto ele estava conhecendo o apartamento sendo seu próprio guia de um lugar desconhecido, ela havia ido para o quarto, voltou com os cabelos soltos, dois ou três CDs em uma das mãos e na outra duas taças e vinho, pediu que ele fosse no quarto e na pequena geladeirinha pegasse um balde de gelo e pegador. Ele ao entrar no quarto percebeu que não havia apenas balas próximas da cama, mas vários outros tipos de doces, abriu a geladeira, pegou o gelo e saiu.

– Porque você gosta tanto daquela banda? – ela se referia ao fato de ele já ter visto a banda da qual o show acabara há pouco.

– Não sei, talvez seja o mistério de suas letras, a alegria que desperta um acorde de guitarra, como na canção "Condicional", ou na beleza de "De Onde Vem A Calma", mas realmente eu não sei – respondeu.

Antes que ela fizesse outra pergunta, ele se antecipou:

– Mas acho que é o mistério mesmo, isso me intriga, por exemplo porque você gosta tanto de doce?

– Quem te disse isso?

– O seu quarto não nega!

– Talvez um dia eu te conte, não hoje.

Ela sorriu e pediu para ele esperar um pouco que ela iria até o quarto. Trocou a lingerie de baixo, mudou do vermelho gritante e extremamente sexy para o champanhe suave e delicado. Queria ser sexy na cama, mas não, ainda, vulgar.

De lá do quarto chamou-o pelo nome:

– Eduardo vem aqui por favor e traz o vinho! – gritou deixando escapar a exclamação de sua intenção.

Ele demorou um pouco, pegou as duas taças, colocou o vinho já pela metade dentro do balde de gelo e foi.

Chegando lá percebeu que a mesma música que saia do aparelho de som da sala também era trilha sonora para aquele ambiente. Ela o olhou com a mesma intensidade que fez antes do show, ele retribui um olhar de carência e afeto correspondente em igualdade ao que fez na pista. Ela largou o vinho, mas antes deu um gole sem deixar entrar para o interior do corpo, pegou-o pelo braço, jogou na cama e beijou seus lábio enquanto um mix de calor e refrescância invadiu seu corpo, o líquido escorreu pelo peito dele, ele não tinha um porte físico invejável, ela não ligava para aquilo, beijou seu pescoço e desceu até a barriga dele, ele retribuía com feições de prazer e contentamento.

Ela era r-ui!-va de cabelos longos, fartos seios, barriguinha na medida, nem pequena, nem – desculpem meninas – gorda, olhos castanhos-escuros, tinha quase o seu tamanho, mas era um pouco mais baixa, ele gostava disso.

Ela adorava jazz e rock inglês, disse que a primeira vez que ouviu Brad Mehldau – o gêniozinho do piano – traduzir Radiohead quase teve um orgasmo em plena loja de CDs.

Ele que não era bobo, pegou-a pelo quadril e mudaram de posição, por mais que ele preferisse as mulheres por cima, desta vez inverteu a posição, ela estava por baixo. Ela já havia aberto sua calça e sentido a excitação ali dentro. Fez questão de encostar o seu corpo no dela, ela queria sentir aquilo, ele sabia.

Com a língua passeou pela sua boca, desceu pelo pescoço até encontrar os botões do lindo vestidinho preto. Desabotoou um por um. Até o momento em que Brad Mehldau agrediu o piano. Eduardo seguiu a animalidade do pianista e rasgou com a própria boca os últimos três botões encontrando em seu final o paraíso em forma de lingerie. Uma calcinha quase transparente de cor champanhe bem clara, pensou em tentar provar se tinha o mesmo sabor da bebida francesa.

Ana Maria esfregou sua cabeça para baixo e pediu para que a chupasse. Ele notou que ela havia podado o sexo há poucos dias, os pêlos ainda estavam pontiagudos, mas ele não hesitou, invadiu aquela cavidade com vontade até sentir em sua boca um novo paladar agridoce.

Não contente apenas com a língua, Eduardo deixou de lado a boca e introduziu um dos dedos, depois outro, Ana Maria gemia, algumas vezes uivava, ele a beijava na barriguinha e subia com a boca cada vez que percebia que ela contraia o sexo, beijava seus seios, sua boca e principalmente seu pescoço. Mehldau tocava a última parte da música quando Ana Maria empurrou Eduardo para longe de si, não queria gozar àquela hora, pediu para que ele repetisse a música e enquanto ele atendeu o seu pedido, ela abriu o pote de balas, pegou uma de menta e colocou na boca dele, sorriu e disse bem baixinho quase em silêncio que queria a bala de volta.

Ele foi em sua direção, quando se aproximou ela colocou a mão entre as pernas dele e pegou seu pau, acariciou com volúpia e o puxou para si, pediu para que ele beijasse seus seios, enquanto ele fazia uma das coisas que mais gostava no sexo ela estendeu a mão para dentro do balde de gelo pegando três cubos, colocou um dos cubos na boca de Eduardo, um outro na boca e o outro deixou escorrer pela própria barriga, Eduardo entendeu o sinal, pescou o cubo fujão com a boca com a mão começou a fazer movimentos circulares em um dos seios, com a boca brincava no outro seio.

Ana Maria masturbava Eduardo, e sussurrou em seu ouvido: "Eu quero você dentro de mim." Ela sentiu um pouco de desconforto, não transava havia algum tempo, mas com os suaves movimentos que ele fazia enquanto com as mãos unia seus seios e algumas vezes os lambia, ela foi deixando a pouca dor ser substituída pelo enorme prazer.

Aos poucos mudaram de posição ela estava em cima e cavalgava apoiando-se nos calcanhares dele, ele estava prestes a gozar, ela ainda não. Pediu para que ela o chupasse com um dos cubos de gelo na boca, isso iria diminuir a circulação de sangue na região e ele poderia adiar a ejaculação.

Com um cubo de gelo na boca acompanhado de um gole de vinho ela o chupou com vontade, ele pediu para ela diminuir a velocidade, mas antes a beijou com gosto. Ela era muito boa no que fazia.

Eduardo viajava na melodia que saia das caixas de som, pouco tempo depois a puxou pela mão e a penetrou. Ana Maria o olhava com cara de prazer, mas lhe pediu para que desta vez ele não parasse mais.

Com maior velocidade e variação de movimentos ela gemia ainda mais, ele estava suado, gotas de líquido salgado escorriam pelo seu corpo, ela estava cada vez mais inquieta e, com unhadas, agarrou e contraiu seu corpo contra o de Eduardo – ela estava gozando, ficou assim por longos segundos até que depois levantou a cabeça em direção do teto do quarto, com as duas mãos juntou os cabelos, amarrou com um elástico qualquer e desceu em direção ao pau de Eduardo, não saiu dali até que ouviu gemidos silenciosos e reconfortantes. Eduardo também havia gozado.


Ela perguntou por que ele era tão tímido e por que havia criado coragem para conversar com ela antes do show, ele ficou quieto e a beijou. Os dois ficaram conversando sobre jazz e rock inglês até pegarem no sono.

Quando ele acordou, ela já estava com roupa trocada, banho tomado e terminando o café da manhã. Era sábado e ela tinha um compromisso, se despediu dele e pediu para que colocasse a chave debaixo do vaso de rosas vermelhas.

Eduardo foi até o banheiro, lavou o rosto e deu play no som, ela havia trocado o CD, Live forever tocava nas caixas de som e como bobo dançava pelo apartamento. Bebeu suco de laranja, depois dois copos de coca-cola, escovou os dentes com os dedos, escreveu um bilhete e deixou na geladeira.

Foi para casa, fez a barba enquanto tomava banho, colocou o uniforme e foi trabalhar.

Andre Messias Silva de Medeiros 13/10/2008 17:10
Do caralho ....

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