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Agtech brasileira conecta instituições financeiras a produtores rurais

by Logan Nelson

A Creditares, agtech focada em soluções de financiamento para produtores rurais, está passando pela segunda rodada de investimentos, que deve ser encerrada até agosto. Criada em janeiro de 2021, cerca de R$ 100 milhões em empréstimos já ocorreram por meio dos seus serviços.

As agtechs são startups voltadas para inovações no agronegócio. Os escritórios da Creditares ficam em duas capitais: Florianópolis (SC), equipes de marketing e tecnologia, e Cuiabá (MT), comercial. Operando próxima aos produtores, a companhia conseguiu chamar a atenção de três aceleradoras — Ventiur, Darwin e Nexxera — antes da rodada atual.

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José Corral, CEO da Creditares, ao lado de Daniel Latorraca, diretor de operações | Foto: Divulgação/Creditares

Em entrevista a Oeste, José Corral, CEO da startup, explicou o modelo de negócio da agtech. A plataforma da Creditares conecta quem oferece o empréstimo com quem necessita dele.

“Nossa missão é simplificar e agilizar o fluxo de informações e os processos envolvidos nas esteiras de crédito para o agronegócio”, disse Corral. “Criamos uma plataforma que resolve o processo de coleta, validação de dados e análise de crédito, que antes levava de dez a 30 dias, em menos de um dia. Com isso, fazemos com que cheguem mais propostas de crédito, de diversas instituições, que antes não tinham acesso ou eram muito lentas para os produtores rurais.”

O lucro, de acordo com o executivo, vem de duas formas. Uma delas: porcentuais sobre os empréstimos liberados. A outra: uma taxa paga por empresas que utilizam a plataforma no modelo white label — quando uma instituição financeira contrata a ferramenta e passa a ter acesso a um serviço completo de análise e esteira de crédito.

Daniel Latorraca, diretor de operações da Creditares, explicou a Oeste que a criação da agtech moderniza as relações e agiliza os processos em um mercado aquecido. “Tem muita gente querendo emprestar para o agronegócio e muitos produtores querendo pegar financiamento para crescer, investir e tecnologia e infraestrutura no campo”, comentou. “Faltava alguém para conectar as duas pontas”, complementa.

“Percebemos que o produtor rural tinha cada vez mais dificuldade em acessar crédito”, disse. “Mesmo quando ele consegue a aprovação, há muita documentação para a liberação. A agricultura evoluiu, está em 2050 com as tecnologias criadas, ao passo que no modo convencional para operar crédito ainda estamos na década de 1970.”

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