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Conheça os princípios gerais de controle de doenças!

by Logan Nelson
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Aprenda quais são os princípios gerais de controle de doenças e o ciclo das relações patógeno-hospedeiro

Neste material você vai entender um pouco mais sobre:

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Os princípios gerais de controle de doenças

Os princípios de controle e o ciclo das relações patógeno-hospedeiro

Os princípios de controle e o triângulo da doença

Quais são os princípios gerais de controle de doenças?

Visando à sistematização dos métodos de controle de doenças de plantas, na década de 1920, Whetzel propôs quatro princípios gerais de controle. Em seguida, foi acrescentado um princípio de controle adicional. Dessa forma, cinco princípios de controle foram estabelecidos. São eles:

Exclusão: prevenção da entrada do patógeno em uma área ainda não infestada.

Erradicação: eliminação do patógeno em uma área ainda não infestada.

Proteção: interposição de uma barreira protetora entre as partes suscetíveis do hospedeiro e o patógeno.

Imunização: desenvolvimento de plantas resistentes ou obtenção de uma população de plantas resistentes por métodos naturais ou artificiais.

Terapia: restabelecimento da sanidade de uma planta infectada pelo patógeno.

Os princípios de controle e o ciclo das relações patógeno-hospedeiro

Os cinco princípios de controle foram enunciados em uma sequência lógica, levando em consideração o seu efeito sobre cada uma das fases do ciclo das relações patógeno-hospedeiro. Desta forma, a exclusão interfere na fase de disseminação, a erradicação atua na fase de sobrevivência, a proteção afeta as subfases da deposição pré-penetração, a imunização tem efeito sobre as fases de infecção e colonização e a terapia atua na pós-infecção (Figura 1).

Figura 1 – Os princípios gerais de controle de doenças e seu efeito correspondente em cada uma das fases do ciclo das relações patógeno-hospedeiro

Fonte: adaptado de Amorim et al. (2018).

Os princípios de controle e o triângulo da doença

Os cinco princípios de controle discutidos abrangem adequadamente medidas de controle que têm como alvo o patógeno (exclusão e erradicação) ou o hospedeiro (proteção, imunização e terapia). O ambiente, um dos vértices do triângulo da doença, fora deixado de lado.

Para englobar esse fator, no final da década de 1940, Marchionatto pontuou que medidas de controle baseadas na modificação do ambiente, como alterações na umidade, temperatura, propriedades do solo, entre outras, obedecem ao princípio da regulação. Outras medidas de controle também ainda não haviam sido contempladas pelos princípios estabelecidos acima, incluindo a escolha do local, a época e a profundidade de semeadura, a precocidade das cultivares etc.

O princípio de controle da evasão surgiu para abarcar essas medidas de controle. A regulação e a evasão tornaram os princípios de controle mais abrangentes, englobando não apenas as doenças bióticas, mas também aquelas abióticas. Além disso, fica muito claro que a interferência em um dos vértices do triângulo (hospedeiro, patógeno ou ambiente) pela adoção de determinadas medidas dentro de um princípio de controle altera o livre curso da doença (Figura 2).

Figura 2 – Os princípios gerais de controle de doenças e seu efeito correspondente em cada um dos vértices do triângulo da doença

Fonte: adaptado de Amorim et al. (2018).

Referências

AMORIM, L.; REZENDE, J. A. M.; BERGAMIN FILHO, A. Manual de fitopatologia. 5. ed. Ouro Fino, MG: Agronômica Ceres, 2018. v. 1: Princípios e Conceitos.

Autoria: Daniel Debona.

Fonte: Elevagro

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