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EUA reforçam laços com a Tailândia em região do sudeste asiático

by Logan Nelson

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, elogiou neste domingo (10) o papel da Tailândia no apoio aos Estados Unidos no sudeste da Ásia, uma região crucial onde a rivalidade com a China é cada vez maior.

Com a assinatura de um acordo para reforçar os laços, Blinken destacou a cooperação com a Tailândia em um novo plano econômico para a Ásia.

Na Tailândia, “temos um aliado e um sócio no Indo-Pacífico de muita importância para nós em uma região que está marcando a trajetória do século 21, e está fazendo isto todos os dias”, disse Blinken após uma reunião com o chanceler tailandês, Don Pramudwinai.

Blinken também falou sobre a situação no Sri Lanka, onde uma multidão invadiu no sábado a residência oficial do presidente, e afirmou que bloqueio às exportações de grãos da Ucrânia imposto pela Rússia pode ter contribuído para situação no país.

“Constatamos em todo o mundo uma insegurança alimentar crescente que foi exacerbada de forma considerável com a agressão da Rússia contra a Ucrânia”, declarou.

O secretário de Estado americano chegou à Tailândia, aliado mais antigo dos Estados Unidos na Ásia, poucos dias após a viagem do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que destacou os grandes investimentos de Pequim em infraestruturas na região.

O governo dos Estados Unidos identificou a China como seu principal rival global, mas os dois países tentaram reduzir as tensões em um encontro entre Wang e Blinken no sábado em Bali, Indonésia.

O encontro foi “construtivo”, segundo o diplomata americano. E conseguiu um “consenso”, segundo o governo chinês, para melhorar as relações entre as duas potências.

O presidente americano, Joe Biden, convidou os líderes do sudeste asiático a Washington em maio para mostrar o compromisso de seu governo com a região, apesar dos olhares voltados para a Rússia após a invasão da Ucrânia.

Mas analistas apontam que Washington não está colocando, de modo comparativo, todo o peso na região. O país destinou 40 bilhões de dólares (cerca de R$ 210 bilhões), em sua maioria na forma de armas, para a Ucrânia, enquanto a China prometeu 1,5 bilhão de dólares (aproximadamente R$ 7,9 bilhões) para o sudeste asiático.

O governo Biden insiste que os anúncios de grandes fundos nunca foram uma tradição dos Estados Unidos, e que prefere reforçar áreas concretas de cooperação: saúde, vacinação contra a Covid-19 e educação.

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