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Rebelde 2ª Temporada | Crítica

by Logan Nelson

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Quando a Netflix anunciou a série Rebelde, isso lá em março de 2021, os assinantes da plataforma de streaming e é claro, os fãs da série original de 2004 foram simplesmente à loucura.

Muitas teorias e especulações eram criadas pelos fãs que viviam dia após dia no Twitter em busca de mais informações sobre o rumo que a Netflix daria para a série.

A Primeira Temporada de Rebelde

A primeira temporada de Rebelde é muito concisa, ela consegue trazer um leve e suave toque de drama de adolescente, típico da Netflix para a série, sem desmerecer todo o legado de Rebelde, mantendo suas músicas, que foram repaginadas, as roupas da Rebelde, a EWS, e até mesmo alguns personagens como Celina (Estefania Villarreal) e Luka (Franco Masini), que por mais que não tenha aparecido na novela original, ainda assim é um Colucci.

Durante a jornada de oito episódios de cerca de 40 minutos, podemos ver o desenvolvimento de seis amigos que se conheceram recentemente, graças ao programa escolar da EWS onde haveria uma Batalha de Bandas.

Os seis amigos em respectivos são: Jana Cohen (Azul Guaita), Adrea Agosti (Lizeth Selene), Esteban Torres (Sérgio Mayer Mori), Luka Colucci (Franco Masini), M.J (Andrea Chaparro) e o mais icônico, Dixon (Jerônimo Cantillo).

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O legado é mantido

Durante a primeira temporada de Rebelde, da Netflix, sem dúvidas alguma o legado da icônica banda é mantido, sendo até mesmo uma espécie de fan service, mas que consegue agarrar os dois públicos, o antigo e o novo.

Víamos durante toda a química dos personagens alguns lampejos da antiga novela, como citei anteriormente, as músicas, tendo o icônico tema de Rebelde sendo tocado durante a Batalha de Bandas, tal como a utilização dos uniformes e Luka Colucci trazendo um pouco do legado da formação original.

A série em alguns momentos acabava se distoando, entre cenas de beijos, sexo e muito mais, mas sempre com seu pé no chão, conseguindo agradar a todos.

A Segunda Temporada de Rebelde

A segunda temporada de Rebelde volta com tudo, entregando uma continuação direta dos fatos ocorridos no final da primeira, tendo M.J “traído” a Rebelde ao ficar com Sebas, o fim do relacionamento de Jana e Esteban, Emilia (Giovanna Grigio) começando um relacionamento com Andy e é claro, o fim da Rebelde após algumas desavenças entre o grupo.

O público esperava muito mais dessa temporada, já que além de um drama adolescente e algumas referências da série original, a Netflix acabou colocando a Seita novamente em jogo, deixando a temporada um tanto quanto sem sentido e sem um rumo decidido ou até mesmo, algo original.

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O novo formato

Passendo no formato de outras séries da Netflix, a segunda temporada de Rebelde acaba caindo muito mais no gênero do drama e romance adolescente, tirando a Seita totalmente de jogo, colocando ainda mais cenas de romances, sexo, brigas e muito mais.

Na segunda temporada o padrão é o mesmo, oito episódios de cerca de 40 minutos, mas o que antes era uma “aventura” adolescente, agora se tornou um pesadelo, com o envolvimento de sextape vazada, drogas, reabilitação e muito mais.

A nova trama

A segunda temporada finalmente trouxe uma trama original, trazendo dois novos personagens importantes para o roteiro, sendo eles Okane (Saak), um rapper conhecido mas que colocou sua carreira por água abaixo após o envolvimento nas drogas, e Gus Bauman (Flavio Medina), um produtor musical de alto renome e professor do corpo escolar da EWS.

Gus Bauman não só agradou e desagradou os alunos da EWS, mas também o público da série que gostou da primeira temporada, isso porque por culpa da participação importantíssima do personagem na temporada, fez com que infelizmente, e talvez felizmente, o legado da Rebelde ficasse para trás.

A série na segunda temporada se tornou muito mais profunda, dolorosa e… adulta. Bauman queria destruir as bandas e conseguir apenas talentos solos para ele poder empresariar e é claro, aumentar ainda mais sua fortuna.

Essa grande decisão fez com que Andy, por exemplo, acabasse se dopando com remédios para se concentrar, que chegou até a EWS pelo próprio Gus Bauman, além de que fizesse a Rebelde se brigar cada vez mais, até o seu término total.

Gus Bauman na segunda temporada de Rebelde. Imagem: Reprodução/Netflix

Haverá uma terceira temporada de Rebelde?

A grande dúvida é se haverá uma terceira temporada de Rebelde, e a resposta é: Se a Netflix renovar, sim, haverá uma terceira temporada.

O final da segunda temporada de Rebelde é super aberto e deixa muitas dúvidas no ar, será que a MJ está grávida de Sebas? Sebas e Emília irão sair da série? Okane irá conseguir sair da prisão?

Okane em Rebelde. Imagem: Reprodução/Netflix

Vale a pena assistir?

Valer ou não a pena assistir é sempre algo muito pessoal de cada espectador, mas na minha visão e no meu gosto, sim, vale a pena e muito.

Entretanto, não vá assistir a segunda temporada se você acha que todo aquele legado será mantido, se todo aquele romance adolescente e os musicais serão mantidos porque não é isso que acontece na segunda temporada.

A segunda temporada realmente deixa tudo um pouco mais adulto – mesmo ainda tendo os adolescentes em foco – e até mesmo bem parecido com Elite, outra série da Netflix, e Euphoria, da HBO.

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