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Revelados os motivos que fazem a fila do Auxílio Brasil não parar de aumentar

by Logan Nelson
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De acordo com o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, em primeiro lugar, há um empobrecimento generalizado das pessoas no Brasil.

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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

A ampliação da fila do Auxílio Brasil, que atingiu 1,5 milhão de famílias este mês, o dobro da quantidade de dois meses atrás, com mais de 130,5 mil famílias na fila nas principais capitais do país, Rio de Janeiro e São Paulo, tem chamado a atenção.

Motivos

De acordo com o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, em primeiro lugar, há um empobrecimento generalizado das pessoas no Brasil, o que inclui as grandes capitais. 

Outro fator que tem levado as pessoas a procurarem o Auxílio Brasil é que o valor do benefício passou de R$ 400,00 para R$ 600,00, o que tem atraído mais gente, incluindo famílias que, após o fim do Auxílio Emergencial, ficaram sem ajuda financeira.

“Essa fila, no país e nas capitais, é resultado desse empobrecimento da população nos últimos dois anos. E também da oferta de um auxílio mais generoso, que chega a R$ 600”, afirma Neri ao portal iG.

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Neri também lembra que, por mais que a taxa de desemprego esteja em queda, a renda das famílias vem sendo impactada pela alta do custo de vida e pela inflação, que acaba sendo mais acentuado do que a recuperação do mercado de trabalho.

Aumento da pobreza

De acordo com o Mapa da Nova Pobreza, desenvolvido pela FGV, que mostra o crescimento da pobreza no país, desde 2019 até 2021, o montante de pessoas com renda domiciliar per capita até R$ 497,00 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021, aproximadamente 29,6% da população total do país.

Assim, este número, em 2021, representa 9,6 milhões de pessoas a mais que em 2019. Portanto no decorrer da pandemia, quase um Portugal de novos pobres surgiram.

Em São Paulo, por exemplo, entre 2019 e 2021, o aumento da pobreza na capital foi maior do que no estado. Dessa forma, o aumento foi de 5,2 pontos percentuais no município, já no estado a elevação foi de 4,54 pontos percentuais. Assim, no estado, o índice de pobreza alcança 17,9%.

Já no Rio de Janeiro, segundo Neri, o crescimento da pobreza foi maior entre 2019 e 2020, primeiro ano da pandemia, e não entre 2020 e 2021. Assim, o índice de pobreza no estado, atualmente, é de 16,7%.

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Imagem: rafapress/shutterstock.com

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