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Trigo da Embrapa tem alta qualidade, mostra pesquisa

by Logan Nelson

As amostras de trigo desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) produzem grãos de alta qualidade. A conclusão é de uma pesquisa feita sobre o cultivo no cerrado mineiro.

Os resultados foram públicoublicados pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (IFST, na sigla e inglês). O órgão tem reconhecimento internacional e sede no Reino Unido. Ao todo, os pesquisadores testaram 34 amostras desenvolvidas pela estatal.

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As análises de desempenho revelaram bom rendimento no campo e na agroindústria. As características encontradas habilitam o uso na panificação industrial. “Existe um enorme potencial comercial a ser explorado com o cultivo do trigo em ambientes tropicais, como o cerrado brasileiro”, afirma Martha Zavariz, pesquisadora de Laboratório de Qualidade de Grãos, da Embrapa Trigo.

A região de cerrado é caracterizada por não ter chuvas no período da safra. Desse modo, a colheita gera um produto sadio e adequado para fazer a matéria-prima para a fabricação de pão. “Na moagem industrial, quando os grãos são duros, a casca ou farelo separa-se mais facilmente, permitindo rendimentos mais elevados em farinha branca”, explica Martha.

Para fazer o estudo sobre a produção de trigo, a Embrapa contou com a parceria da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, houve ainda financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Trigo da Embrapa segue o caminho da soja

Segundo Evaristo de Miranda, ex-chefe-geral da Embrapa Territorial, o Brasil pode se tornar um grande exportador de trigo. Em artigo publicado na Edição 107 da Revista Oeste, o especialista afirmou que o trajeto para isso pode ser o mesmo já trilhado por outras culturas de grãos no país.

“O trigo pode seguir o caminho da soja e do milho nas últimas décadas”, analisou Miranda. “Em 20 anos, o Brasil passou de 35 milhões de toneladas de milho por ano para cerca de 120 milhões.”

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